quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sensualidade Juvenil


“No corpo da mulher contém beleza e sensualidade de uma escultura feita com todo cuidado pelas mãos Da Deusa, sua imagem que desperta a cobiça dos homens!”
 No circulo entre seus amigos covensando e se divertindo, totalmente destraido e despreparado para o que iria lhe acontecer. Do outro lado a mais bela das criaturas que existe na terra, uma mulher, Olhos negros, cabelos escuros, pele bronzeada, trajando uma vestido leve, fino e branco, a mistura entre o tom de sua pela e a cor de seu vestido lhe dava um ar mistico, um ar de sonho. Ele a olha como se nao tivese como olhar para outro lado, seu olhos estavam encantados com a beleza da jovem moça.
 A jovem estava a dançar, movimentos lentos e longos, cheios de graça de sedução. Por uma fraça de segundo os seus olhos se encontraram com o do jovem que lhe observava, olhos sedutores o começara a visalo, olhando ele profundamente, CaelKan hipnotizado pelo olhar dá jovem começara a caminhar em sua direçao, passos lentos e firmes, sem desviar o olhar, seus olhos sempre fixos nos olhos dela,ela ainda dançava sensualmente o provocando, o instigando, lhe desejando.

Ao ficar de frente para ela, parece que tudo havia sumindo, a musica tocando, as pessoas em volta, eram só os dois na troca de olhar, proximidade, respirançao ofegante, incerteza, coraçao acelerado, que sentimento louco que mexe com todos os lados da mente humana. Os dois quando voltaram a sí começaram a dançar, olhos nos olhos, a mão de CaelKan encostando em sua cintura levemente, um pouco hesitante, a distancia entre os dois que ja era curta foi diminuindo depois que os braços dela envolveram seu pescoço, a distancia entre os labios dos dois era minima, o desejo fluindo pela pele dos dois nao resistiram a distancia e seus labios se encontraram. Um beijo a mistura entre liberdade da tensao dos corpos e o prazer de sentir o calor do toque de outro labio em sua boca. Perdidos no momento do beijo nao viram o tempo passar, já estava no fim da festa e ele a deixaria em casa, ( naquela época era seguro sair a noite com um desconhecido ). Na porta de seu partamento um ultimo beijo, o beijo da despedida, um beijo doce e amargo ao mesmo tempo. Porque sempre existe a despedida? Porque sempre tem que haver um final? Hm.. o final existep ara que o reencontro seja mais ardente e mais sensual cada vez mais provocante, entao nao fique triste pensado no porque acabou, sorria pensando que proxima vez sera muito melhor!

Felicidade simples? ou simples ser feliz?


“Pensar na vida é uma arte, os experientes chegam a ótimas conclussoes enquanto os inexperientes só atingem a loucura”

CaelKan um jovem acabado de se formar que não sabia se tinha feito escolhas certas na vida, e para tentar se encontrar começou a viajar, conhecer o mundo ver outras realidades, abrir minha mente vamos ver se assim me acalmo, foi assim que ele pensou quando pegou seus ultimos trocados entrou dentro de seu velho carro e saiu estrada a fora, depois de muitos dias de viagem e com seu dinheiro se esgotando, ele chega a uma velha cidadezinha, interios de poucos habitantes, uma cidade tão pequenina que a unica rua que a ligava com a extrada era um beco sem saida de um lado o comercio, do outro as poucas casas dos moradores, no centro uma praça e no fim da rua uma área bem cuidada, com muitas flores, caminhos de pedras, um riacho cortando suas terras e bem no meio uma enorme árvore, cheia de folhas verdes e balançando com a brisa, o vento carregava o cheiro de pureza e de terra molhada, passaros voavam ao seu redor, uma linda cena que convidava a qualquer um a sentar e apreciar, pensar e avaliar, justamente o que o jovem garoto estava atras. CaelKan estacionara o carro ao lado da praça e havia sentado em um banco que ficava de frente para o bosque. Por alguns instantes ele simplesmente ficara ali parado apreciando cada segundo doce que o tempo levava lentamente. Quando menos se deu conta estava pensando o porque estava tão perdido, o porque as coisas estavam tão confusas e o porque não cosneguia enteder o fato de não achar as respostas para as suas indagaçoes. Eram tantas perguntas que ele mal sabia por onde começar, não sabia o porque uma pessoa como ele teria tantos problemas, Jovem, filho de pais ricos, recem formado com louvor, tinha tudo que sempre desejava sem muito esforço, foi quando deu um lampejo e ele começou a pensar em que talvez seja esse o motivo, nunca havia batalhado por nada em sua vida, que sempre conseguiu tudo com facilidade, não tinha sabor em suas conquistas, no ápice de seus pensamentos ele lhe deu conta que uma jovem havia sentado ao seu lado, não sabia a quanto tempo ela estava ali e nem sabia como ela teria chegado sem ele notar, quando ela noto que ele finalmente havia se dado conta da presença dela, ela o olhou em seus olhos e com um leve sorriso disse:

- És jovem, saudavel o que fazes em uma cidade tao simples como está?

Olhando em seus olhos ele se sentiu estranho, os olhos dela era tão claros quanto o céu e ele se sentiu leve, não sabia como explicar, parece que sua mente conturbada e pessada cheia de perguntas sem respostas e duvidas havia simplesmente resetado. Depois de todas essas senssaçoes ele conseguiu responder a jovem garota.

- Não sei, simplesmente cancei de onde vivia, queria um lugar novo, para poder pensar refletir.

- Refletir? – perguntou ela. – Possui tantas coisas assim para refletir? Não parece ter grandes problemas.

- Mais tenho, não sei mais quem sou o que  tenho que fazer, não sinto mais o controle em minhas mãos e tudo que eu tinha certeza agora me são apenas duvidas e medos.

- Quem lhe disses que a vida tem que estar em um controle? Não a como controlar a vida, ela segue o fluxo que ela tem que levar.

- Não, sempre tive todo o controle em minhas mãos! Em minha cidade isso é normal as pessoas controlarem sua vida e saberem como viver.

- Estas errado – Disse ela rispidamente – De onde viestes as pessoas nao sabem viver, deixe-me lhe mostrar como a vida deve ser!

A jovem levantou e ergueu sua mão para ele, parecendo que o convidara para dançar. CaelKan lhe estendeu a mão e segurou a mão dela, como um raio ela o puxou para dentro do bosque. De frente para a entrada do bosque ela parou e disse para ele, que aquilo era um lugar sagrado que ele deveria respeitar qualquer tipo de vida que habitase aquele lugar. Ela o conduziu adentro do bosque lentamente depois que ele concordou com o que ela disse.
Lá dentro parecia um lugar totalmente novo, o ar leve, a brisa suave, o cheiro de flores ea sensaçao de estar flutuando tomaram seu corpo.

- Aqui a vida age como ela deve agir – a jovem dizia sem olhar para ele. – dentro desses portoes está a verdadeira forma de se viver, com simplicidade, com respeito, sem egoismo, sem desejar o mal, sem ambiçao, aqui você sempre tera tudo que precisas para viver.

- Não entendo! Como poderei viver aqui? Sem dinheiro, sem aonde comprar comida, sem uma casa!

- Não precisas disso para viver, alimento a natureza ira lhe servir, basta você olhar com atençao, arvores frutiferas lhe rodeiam, um riacho com peixes está a sua disposiçao, ervas e cogumelos brotam de todos os lados, não é necessario comprar, nao precisas de dinheiro, e uma casa como estás acostumado e futilidade, você só precisa de um local para descançar e isso as arvores podem lhe conceder.

O jovem perdido não entendia nada estava totalmente perdido, era muita coisa para sua mente, comoassim um jovem civilizado poderia viver sem nenhuma civilizaçao? Ele a olhava desnorteado.

- Entendo todas as suas duvidas e seus medos e sei quais são, você tem medo de ao ser aquilo que achava que estava pronto para ser e nem mesmo sabes se tudo o que você fez em sua vida realmente era necessario, se realmente era o que queria, e tudo o que tem agora não sabes mais se quer acha que tudo foi superficial e sem significado nenhum, estar perdido em um mundo que acreditas nao ser aquele que construiu para você, ou o que você queria.

Espantando, CaelKan finalmente entendeu o que sentia, finalmente lhe entendia e sabia o que queria agora para ele, queria aquela vida, queria ser aquilo que mostraram para ele, queria saber mais, muito mais!

- Me diga, Me diga mais, me mostre como eu posso ser assim o que eu tenho que fazer pra ter tudo isso!?

Seus olhos nao acreditavam n oque ele via, a jovem menina estava disaparecendo, flutuando e desaparecendo com a brisa. E antes de sumir completamente ela lhe disse:

- Nao pense tanto, aceite as coisas como elas são, e nao esqueça de viver a vida com simplicidade, não precisa de tudo o que estas acostumado para viver feliz, a felicidade se encontra nas coisas simples da vida, basta aprender a respeita-las. E você já tem tudo isso e agoras acredita em mim e eu nunca deixarei meu filho só. Serei sempre sua mãe basta acreditar no poder da natureza.

Jovem da cidade




Naquela noite CaelKan não conseguia dormir. Ligou a televisão, não gostou do que estava passando, desligou. Pegou o seu MP3, seu inseparável companheiro, nada de interessante. Resolveu ir à janela do quarto para apreciar o movimento da rua. Nada. A rua estava deserta. Era a primeira vez que ficava insone e aquilo o deixava nervoso. Nunca havia perdido o sono antes.


Um pouco mais adiante do edifício onde ele morava, ficava o cemitério, todo murado, sem iluminação e muito arborizado o que o deixava mais escuro ainda. Os olhos do jovem desviaram-se para lá. Olhava e pensava: “um dia estarei ali, no silêncio eterno...” e um arrepio percorreu seu corpo.


Ficou muito tempo olhando o cemitério. Viu as horas e pensou: “quase duas horas e nada de sono...”.


Caminhou pelo quarto, foi até a cozinha, voltou novamente à janela. Apagou a luz do quarto. Ficou ali, parado, pensamento distante quando de repente viu algo no cemitério que chamou sua atenção. Era uma luz, fraca é bem verdade, mas era uma luz, bem ali no meio das sepulturas. A princípio ficou com medo. Fechou a cortina e ficou olhando pela fresta. Mais uma luz apareceu. Já eram duas.Ficaram juntas e tremulantes como se um leve vento tentasse apagá-las. Mais outra e CaeKan pensou: “Minha Deusa, os mortos estão saindo da tumba...” Mesmo assim continuou na janela. Tremia.


As luzes foram aumentando, ele já não conseguia contá-las, só sabia que junto com elas vultos vestidos de negro faziam um ritual esquisito. Levantavam os braços, circulavam para lá e para cá, outros estavam sentados nos túmulos e de vez em quando saltavam para o chão. Ficavam em círculo como se estivessem rezando e rapidamente levantavam-se com os braços para cima como numa espécie de saudação. Vez por outra apareciam pequenos pontos luminosos seguidos de uma neblina branca. O homem pensou: “será a dança dos espíritos...!”


Lembrou de algumas histórias de terror que havia lido na juventude. O tempo corria. CaelKan olhou para o relógio, quatro e trinta da manhã e os mortos continuavam lá naquela espécie de orgia fantasmagórica.


Em um milésimo de segundo, as luzes sumiram e tudo voltou às escuras. O homem, ainda tremendo, ficou parado sem forças para se afastar da janela. Quando o fez foi para rezar e pedir a Deusa perdão pelos seus pecados. Talvez aquela aparição fosse um aviso para ele, pensava: - “preciso orar mais...”.


Quando o dia amanheceu, como sempre fazia, foi buscar pão e leite, e na padaria relatou aos amigos o que havia presenciado durante a madrugada. Todos riram, menos uma jovem que estava na fila para pagar o pão. Ela também havia visto aquilo da janela do seu quarto e não era a primeira vez. – “faz muito tempo que isso acontece, começa por volta das duas horas e vai até, mais ou menos, às quatro e meia da manhã” – disse ela. Nunca dissera nada para não ser tachada de louca, pois não dormia muito e ficava perambulando pela casa durante a madrugada.


No dia seguinte, mesmo morrendo de medo, lá estava CaelKan de prontidão na janela do quarto. Deitara-se bem cedinho, vinte horas e trinta minutos. Pusera o relógio para despertar às duas só para ver se os fantasmas saiam novamente para um novo ritual. Não deu outra. Tudo aconteceu como no dia anterior.


De manhã encontrou-se com a jovem na porta da padaria e comentaram o acontecido. E assim, por muitos dias, CaelKan tornou-se um madrugador só para ver a “farra dos mortos”.


A notícia espalhou-se pelo bairro. O responsável pelo cemitério foi comunicado.


CaelKan, já acostumado com aquele fato, lá estava à janela, na hora exata para ver a cena.


Os mortos foram chegando com suas luzes bruxuleantes, fizeram os mesmos movimentos; os que estavam em cima dos túmulos saltaram para chão, fizeram a rodinha, levantaram os braços, apareceram os pontinhos luminosos e a neblina, gesticularam. CaelKan já não sentia medo, habituara-se àquilo.


De repente, apareceram luzes diferentes, eram fortes. O homem arregalou os olhos e pensou: “tem fantasma novo na “farra”. Os novos “mortos” movimentavam-se com muita agilidade, como se estivessem apressados. Um dos antigos, com sua fraca luzinha, embrenhou-se pelo meio das tumbas sendo perseguido por um da luz forte, que o trouxe de volta ao grupo que formava uma fila indiana.


As tênues luzinhas já não estavam mais acesas. CaelKan, com o movimento das luzes fortes, percebeu que as roupas dos novos “mortos” eram de cor diferente das dos antigos. Ficou pensando: -“Minha Deusa, será que os mortos voltam?”.


Agora todos seguiam em procissão na direção da porta do cemitério e tudo voltou à escuridão. O jovem ainda ficou alguns segundos à janela, depois voltou para a cama e ficou remoendo seus pensamentos a respeito do que vira.


Quando adentrou à padaria, pela manhã, para pegar seu pão, o dono, com um risinho maroto, exclamou:


- CaelKan! Que bom que chegou. Sabe aqueles fantasmas que senhor vê, todas as madrugadas, lá no cemitério?


- O que tem? – perguntou o homem.


- Ora, não são mortos, nem fantasmas, nem nada do outro mundo. É o safado do Tamirio e a sua turma que pulam o muro do cemitério para armar a banca de jogos de azar e assim fugirem da polícia. Usam roupas escuras, as velas, que os parentes do mortos deixam nas campas e que não ardem totalmente, têm sacola de plástico de supermercado para recolher o lixo, tais como pontas de cigarros, papel, latas de cerveja e tudo mais. “Nada de pistas”, dizia Tamirio.


- Era um mini-cassino ao ar livre que rendia muito dinheiro ao malandro. Só que esta madrugada ele se deu mal. O administrador do cemitério ficou de campana e quando eles estavam no melhor do jogo, os “homens” chegaram. O contraventor bem que tentou fugir, mas foi agarrado pelo policial. Precisava ver a cara do salafrário e da sua turma quando foram pegos em flagrante. - Graças ao você, CaelKan, a justiça foi feita...


E o espanhol da padaria riu, até não poder mais, lembrando da primeira vez que CaelKan lhe contou que vira os mortos realizando uma verdadeira “farra”, de madrugada, no cemitério da cidade.


Na noite seguinte, no meio do cemiterio, as luzes vagavam novamente, era Tamirio andando pelo cemiterio ao encontro do padeiro da cidade.






- Padeiro, vem aqui me diz, aquele jovem que ficava nos vendo da janela já desistiu?






-Sim Tamirio, convenci ele que somos apenas jovens inconsequentes que faziam do cemiterio seu casino particular.






- Que bom padeiro iria odiar ter que parar de me divertir...Já moramos nesta cidade de mortos e esse jovem ainda quer acabar com nossa "Farra dos Mortos?!"

O que nasce no coração.



“Errados estam aqueles que pensam que somente na antiguidade haviam massacres!”

Eu vivenciei a pior das eras, uma era de horror e odios, falta de compaixao, e irracionalidade, quando as pessoas era imcompriencivas e não aceitavam a diferença.
Vim de uma época em que não havia regras, e as decissoes era tomadas pela maioria e essa maioria era totalmente influenciavel, entao no mundo sem regras ou você fazia parte ou você era morto, se perdeu o respeito pela vida. E nesta desordem uma mulher se levantou colocou as diferenças de lado, engoliu seu medo e deu seu corpo as dores, ela queria mostrar como a vida poderia ser diferente, bastava aprender a respeitar e ela assim deu seu primeiro passo. Iluminada por um sonho, ela quiz realiza-lo, em sua pequena aldeia separada do resto dos feudos dos castelos, ela se sentava embaixo da arvore mais antiga que ali existia, um carvalho de tão magnitude que sua sombra encobria o pequeno morro onde crescia, lá sentada ela conversava com as crianças, ensinava mostrava como poderia ser diferente, seus ensinamentos eram simples, mostrava o respeito pela natureza, e como utilizar as ervas para curar doenças, lhes dizia como a morte natural poderia ser bela, e que o mundo estava em um fluxo continuo, as crianças beberam de suas palavras e as colocaram em pratica, os adultos do vilarejo a escutam e a compreendiam,viam que sua filosofia fazia mais sentidos do que as que fora impostas a eles, entao naquela época surgiu uma forma de viver, respeitando tudo o que é vivo e apreciando quando eles se vão.
De boca a boca sua filosofia vou se espalhando, os mercadores que vinham em sua aldeia, ficavam sabendo do que eles faziam, acreditavam, participavam de suas comemoraçoes, de colheitas de fases das Luas, e quando iriam embora levavam seus novos conhecimentos alem das terras, para outros povoados, e assim surgia uma regra em um mundo desregrado, a regra do respeito. Mais os nobres das terras medias não entendiam, viam que seu poder estava diminuindo e isso os assustavam, o medo tomava conta deles, os faziam irracionais, e dominados pelo medo e a insegurança tomaram uma decissao radical, uma decissao brutal. Exterminio, quando nao podemos controla-los os matamos, pensamento do homem medieval, e assim esta aberta a destruiçao, a matansa e a destruiçao de vidas, só porque nao podem aceitar algo diferente. Depois de muito derramamento de sangue e vidas perdidas. Eles pensaram que tinha destruido a filosofia que ia contra seus principios, mais algo que és cultivado no coraçao das pessoas nao pode ser destruido tao facilmente, e depois de muito tempo adormecido sua filosofia ainda existe, e agora estas voltando no coraçao daqueles que acreditam.

Nascimento de uma mulher.


A véspera do nascimento de Vênus fora um dia violento. O firmamento, tingindo-se subitamente de um vermelho vítreo, enchera de espanto toda a Criação. Saturno, munido de sua foice, enfrentara o próprio pai, o Céu, num embate cruel pelo poder do Universo. Com um golpe certeiro, o jovem deus arrancara fora a genitália do pai, tornando-se o novo soberano do mundo. Um urro colossal varrera os céus, como o estrondo tremendo de um infinito trovão, quando o Céu fora atingido.
          O fecundo órgão do deus deposto, caindo do alto, mergulhara nas águas profundas, próximo à ilha de Chipre. Assim, o Céu, depois de haver fecundado incessantemente a TERRA — dando origem à estirpe dos DEUSES olímpicos -, fecundava agora, ainda que de maneira excêntrica e inesperada, o próprio Mar.
          Durante toda a noite o mar revolveu-se violentamente. A espuma do mar, unida ao sangue do deus caído, subia ao alto em grandes ondas, como se lançasse ao vento os seus leves e espumosos véus. Mas quando a Noite recolheu finalmente o seu grande manto estrelado, dando lugar à Aurora, que já tingia o firmamento com seus dedos cor-de-rosa, percebeu-se que as águas daquele mar pareciam agora outras, completamente diferentes.
          O borbulhar imenso das ondas anunciava que algo estava prestes a surgir.
          Das margens da ilha de Chipre, algumas ninfas, reunidas, apontavam, temerosas, para um trecho agitado do mar:
          — O mar está prestes a parir algo! — disse uma delas.
          — Será algum monstro pavoroso? — disse outra, temerosa.
         Mas nem bem o sol lançara sobre a pátina azulada do mar os seus primeiros raios, viu-se a espuma, que parecia subir das profundezas, cessar de borbulhar. Um grande silêncio pairou sobre tudo.
          — Sintam este perfume delicioso! — disse uma das ninfas.
          As outras, erguendo-se nas pontas dos pés, aspiraram a brisa fresca e olorosa que vinha do alto-mar. Nunca as flores daquela ilha haviam produzido um aroma tão penetrante e, ao mesmo tempo, tão discreto; tão doce e, ao mesmo tempo, tão provocante ; tão natural e, ao mesmo tempo, tão sofisticado.
          De repente, do ESPELHO sereno das águas — nunca, até então, o mar tivera aquela lisura perfeita de um grande lago adormecido — começou a elevar-se o corpo de alguém.
          — Vejam, é a cabeça de uma mulher! — gritou uma das ninfas.
          Sim, era uma bela cabeça — a mais bela cabeça feminina que a natureza pudera criar desde que o mundo abandonara a noite trevosa do Caos. Um rosto perfeito: os traços eram arredondados onde a beleza exigia que se arredondassem, aquilinos onde a audácia pedia que se afilassem e simétricos onde a harmonia exigia que se emparelhassem.
          O restante do corpo foi surgindo aos poucos: os ombros lisos e simétricos, os seios perfeitos e idênticos — tão iguais que nem o mais consumado artista saberia dizer qual era o modelo e qual a sua réplica perfeita. Sua cintura, com duas curvas perfeitas e fechadas, parecia talhada para realçar o umbigo perfeito, o qual acomodava delicadamente, como um encantador PINGENTE , uma minúscula e faiscante pérola. E, logo abaixo, um véu triangular — loiro e aveludado véu -, tecido com os mais delicados e dourados fios, agitava-se delicadamente, esbatido pela brisa da manhã. Nenhum humano podia saber ainda o que ele ocultava — seu segredo mais cobiçado, que somente a poucos seria revelado.
          Algumas aves marinhas surgiram, arrastando uma grande concha, a qual depositaram ao lado da deusa — sim, era uma deusa -, para que ela, como em um trono, se assentasse. Um marulhar de peixes saltitantes a cercava, enquanto golfinhos puxavam seu elegante carro aquático até as areias da praia cipriota.
          Nem bem a deusa colocara os pés na ilha, e toda ela verdejou e coloriu-se como nunca antes havia sido. Por onde ela passava, brotavam do próprio solo maços aromáticos de flores multicores, os pássaros todos entoavam um concerto de vozes perfeitamente harmoniosas e os animais quedavam-se sobre a relva com as cabeças pendidas, para receber o afago daquela mão alva e sedosa.
          — Quem é você, mulher mais que perfeita? — perguntou-lhe, finalmente, a ninfa que primeiro recuperara o dom da fala.
          — Sou aquela nascida da espuma do mar e do sêmen divino — respondeu a deusa, com uma voz cristalina e docemente áspera, envolta num hálito que superava em delícia ao de todas as flores que seus pés haviam feito brotar.
          No mesmo dia, a extraordinária notícia do nascimento de criatura tão bela chegou ao Olimpo, e os DEUSES ordenaram que as Horas e as Graças a fossem recepcionar. Ainda mais enfeitada pelas mãos destas caprichosas divindades, apresentou-se a nova deusa diante de seus pares no grandioso salão do Olimpo, sendo imediatamente acolhida e festejada pelos deuses. 
          
          Mas quando todos ainda se perguntavam quem seria, afinal, aquela criatura encantadora, um descuido — seria, mesmo? — pôs fim a todas as indagações. Pois o véu que a envolvia, descendo-lhe até os pés, revelara o que nenhum dos embelezamentos artificiais pudera antes realçar: a sua infinita beleza original.
          — E Vênus, sim, a mais bela das deusas! — disse o coro unânime das vozes.

Contos Da Lua


Neste mundo, a deusa é vista na lua, aquela que brilha na escuridão, aquela que traz a chuva que move as marés, a senhora dos mistérios. 

E, enquanto a lua cresce e mingua, e anda três noites no seu ciclo da escuridão, diz-se que a deusa, certa vez passou três noite no reino da morte. 

Pois, no amor, ela sempre busca seu outro lado e, uma vez no inverno do ano em que ele havia desaparecido da TERRA verde, ela o seguiu e chegou, finalmente, aos portões além dos quais os vivos não entram. 

O guardião do portão desafiou-a e desnudou-se de suas roupas e jóias, pois nada pode ser levado para aquela terra. 

Por AMOR ela estava aqui confinada como todos os que ali penetram, e foi conduzida à morte. 

Ele a amava e ajoelhou-se a seus pés, deu-lhe o beijo quíntuplo e disse: -Não retorne ao mundo dos vivos, mas permaneça aqui comigo e tenha paz, descanso e conforto. Mas ela respondeu:
-Por que você faz com que todas as coisas que amo e prezo murchem e morram?
-Senhora - disse ele -É destino de tudo que aquilo que vive morrer. Tudo passa, tudo se esvai. Eu trago CONFORTO e consolo para aqueles que cruzam os portões, para que possam rejuvenescer, mas você é o desejo do meu coração, não volte, fique aqui comigo. 

E ela ficou com ele durante três dias e três noites, e ao final da terceira noite, ela colocou sua coroa, que se tornou o diadema que ela colocou em seu pescoço, dizendo:
-Eis o circulo do renascimento. Através de você todos saem da vida, mas através de mim todos podem renascer novamente. Tudo passa tudo muda. Mesmo a morte não é eterna. Meu é o mistério do ventre, que é o caldeirão do renascimento. Penetre em mim e me conheça e estará liberto de todo o medo. Pois se a vida é somente uma passagem para a morte, a morte é somente uma passagem de volta para a vida e em mim, o círculo sempre gira. 

Amorável ele penetrou-a e assim renasceu para a vida. 

No entanto ele, é conhecido como senhor das sombras, o confortador e consolador, aquele que abre os portões, rei da TERRA da juventude, o que dá paz e descanso. 

Mas ela é a mãe de toda a vida; dela todas as coisas nascem e para ela devem retornar novamente. 

Nela estão todos os mistérios da morte e do renascimento; nela encontra-se a realização de todo o amor

domingo, 9 de agosto de 2009

Contos....

Tava sem nada pra fazer e a 4 semanas que nao atualizo isso....nao que alguem leia mais....isso é bem divertido ajuda a desestressar xD

Gato Preto

Noite escura, e sem muito oque fazer, estava eu em meu quarto vendo a lua no céu negro um ultimo clarao para nao fazer a noite escurecer de vez, olhando de um lado para o outro no pouco que a Lua conseguia iluminar vejo um gato encima de um muro, parecia que da mesma forma que eu estava a observalo ele estava a me observar, aquele gato tinha algo de estranho, nao sabia muito bem o que era, mais não conseguia parar de olha-lo. Em certo momento ele olha fundo nos meus olhos e depois parece olhar para a Lua, eu acompanho o olhar dele e vejo naquele céu negro uma Lua roxa, mais que espantoso nunca vi a Lua daquela forma, estava surpreso parecia que aque aquele gato estranho queria que eu olhase e visse a Lua de tal forma, mais quando voltei o olhar para o gato o mesmo já não estava mais lá voltei a olhar para a Lua e ela já estava normal, pensei que poderia ser loucura ou cansaço ja que naquele dia tinha ido para a escola a qual passo 90% do meu dia, odeio aquele lugar, as pessoas lá me parecem ter idéias ruins me criticam pela forma de me vestir de fa forma que levo a minha vida. Tais pessoas deveria parar de se preocupar com a minha vida e ficar mais de olho em suas vidinhas mediocres, mais isso não vem ao caso, parei de perder tempo pensando naquela escola e fui me deitar na hora que me viro e olho para a minha cama vejo o mesmo gato que intantes atrás estava no muro encima de minha cama, olho para o muro tentando entender como aquele felino cosneguira entrar em meu quarto sem eu perceber, no minimo deve ter cido quando eu parei para olhar a Lua, levanto o meu olhar e vejo que a mesma esta roxa novamente, e me pergunto como seria possivel?? nao era imaginaçao dessa vez, tinha certeza que estava roxa!! sera que poderia ter cido aquele gato?? olho quase para ele em cima de minha cama como se tivese visto um fantasma, demoro alguns minutos para me reconpor e ver que tal ideia seria impossivel, como um simples gato poderia trocar a cor da Lua??

Deixa isso para lá agora tenho que tirar esse gato de minha cama, estou cansado e tenho que dormir, amanha tenho aula novamente. Como se ele estivese lido meus pensantos ele desce de minha cama e sobe na janela senta e fica a me observar, intrigado com isso sento e minha cama e fico a pensar no que o gato poderia querer, não é um comportamento normal de um felino.

Aquele gato tinha algo de especial, parecia me compreender....o que será que ele queria comigo?

Proxima parte da historia em breve, vou sair para me divertir agora xD